Cidade dos anjos
Imagem retrata fotografia do filme Cidade dos Anjos
Direção de Brad Silberling (1998)
Gosto muito de cães. De gatos também. Enfim, gosto da natureza inteira. Se pudesse não sairia de debaixo de uma árvore por longas horas, no chamado "Ócio criativo". A natureza nos humaniza!
A questão é que semana passada vi uns cães enquanto assistia ao nascer do Sol aqui perto de casa. Estávamos os três, assim como aqueles anjos do filme "Cidade dos Anjos". Faltava apenas a música divina no repertório. Mas o silêncio fez sua parte e nos contemplou com o acolhimento necessário a quem sai em busca de ver o nascer do Sol às 5h da manhã. O silêncio tem seus motivos!
Como vinha dizendo, os cães são uma forma de anjos guardiões em miniatura. E o bom é que podemos vê-los. Há muitas coisas tristes no mundo, horríveis mesmo, pessoas estranhas etc, mas os cães não, eles são os caras, almas simples, solícitas, que parecem querer sempre o nosso bem.
Um deles chegou junto e fitou-me, humilde, entregue de corpo e alma.
Olhe nos olhos de um cão e verás a Terra inteira por um breve momento, lustrosa, justa, bela, redonda (diga-se de passagem... risos), em igualdade, em harmonia. E neste momento não há brilho do Sol que supere. A Terra fica maior nesse caso, pois eles estão aqui com a gente e pela gente. Há uma sabedoria na criação!
Obrigada, amiguinhos!
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(Em janeiro de 2023)



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