Ao professor Wellington Pereira (In memoriam)
Estes versos me lembraram você. Eu ia dizer outras breves palavras, mas aqui fala exatamente sobre a constância do que ressurge no cotidiano de mim, algo que era tão caro e recorrente em nossos estudos: o Cotidiano...
Professor, hoje faz um ano de sua partida, Dia de São José, o carpinteiro, ainda não chove lá fora, mas aqui dentro faz um tempo de garoa fina, cortante, um frio ambíguo de um tempo de saudades e das boas lembranças de tuas histórias transcendentes no teu período de estudos lá na França.
Wellington, posso dizer sem medo de errar, você foi a MELHOR pessoa que eu conheci nesta vida! A melhor, pra mim, friso bem, pra mim, a melhor pessoa que conheci nesta vida, nesta vida... a melhor... repetiria isto como um eco por toda a eternidade... até ser ouvida por Deus!
Sinto muito sua falta! Mas aquela dor desesperada de um ano atrás está se acalmando nas mensagens que recebo de ti nos sonhos, nas lembranças de nossos encontros, pesquisas, conversas e estudos. Por isto a relevância destes versos que nem sei a autoria, pois está abreviada.
A única palavra que eu cortaria, lembrando Drummond, já que escrever é a arte de cortar palavras, seria "morreu".
Pra mim você jamais morrerá. Você vive nas vezes em que me falta completamente a fé e o único SER que me vem à mente, em alguns becos sem saída, é você, apenas você!
Aprendi a teimar com a vida com você, aprendi a não desistir com você e agora, a maior lição de todas, aprendi com você o verdadeiro significado da Ressurreição que hoje posso dizer que em mim habita dia após dia!
Então eu canto como a Cabruêra:


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